O novo salário mínimo entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O valor passa a ser de R$ 1.621, após reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior. O aumento foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e representa acréscimo de R$ 103 sobre o salário mínimo vigente até o fim de 2025, que era de R$ 1.518.
O novo piso nacional serve como referência para salários formais, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, o que amplia seus efeitos sobre a renda das famílias e o consumo.
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Regra de correção do salário mínimo
O reajuste do salário mínimo segue uma fórmula que combina dois fatores. O primeiro é a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumulou alta de 4,18% no período considerado, indicador voltado às famílias com renda de até 5 salários mínimos.
O segundo fator é o desempenho da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em dezembro, o IBGE revisou os dados do PIB de 2024, confirmando crescimento de 3,4%.
Limites fiscais ao ganho real
Apesar da expansão econômica, o ganho real do salário mínimo foi limitado pelas regras do arcabouço fiscal. O mecanismo define que o aumento acima da inflação fique restrito a uma faixa entre 0,6% e 2,5%.
A medida busca controlar o crescimento das despesas obrigatórias do governo, já que diversos gastos públicos são atrelados ao salário mínimo.
Com a aplicação desse limite, o valor calculado para 2026 chegou a R$ 1.620,99. Pela legislação, houve arredondamento para R$ 1.621, resultando no reajuste final de 6,79%.
Impactos na atividade econômica
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano.
O Dieese considera impactos diretos sobre a renda, o consumo das famílias e a arrecadação tributária, mesmo em um cenário de maior restrição fiscal e controle dos gastos públicos.
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